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Assassin's Creed Origins

Assassin's Creed Origins

Passámos uma hora no Egipto, e regressámos para contar a estória.

  • Texto: Bengt Lemne

Não havia voltar a dar - Assassin's Creed estava a precisar de uma pausa dos seus lançamentos anuais. Foi o que a Ubisoft fez, adiando a chegada deste Origins para outubro de 2017, quando originalmente estaria agendado para 2016. Assassin's Creed: Unity e Syndicate apresentaram vários problemas técnicos (mais o primeiro que o segundo), que agastaram os jogadores, mas essa não era a única questão.

A série estava a apresentar mecânicas ultrapassadas, um design extremamente confuso, e falta de direção, e tudo junto estava a contribuir para uma extrema fadiga por parte dos jogadores. Será que o apetite voltou aos fãs? Não sabemos, mas pelo menos a Ubisoft parece estar a fazer a parte que lhe compete.

Depois de termos experimentado Assassin's Creed Origins pela primeira vez na E3 2017, tivemos nova oportunidade de jogar uma secção de jogo na Gamescom. Desta vez pudemos ter o comando nas mãos durante uma hora, tempo suficiente para aprendermos mais pormenores sobre o protagonista, a estória, e as intrigas políticas da era. O Faraó Ptolemy assumiu o poder, usurpando Cleópatra do que era seu por direito, mas parece que existe alguém a manipular os atos de Ptolemy. Quanto a Cleópatra, recorreu a Júlio César e a Roma para reconquistar o seu lugar.

A nossa sessão de jogo esteve limitada a Mênfis, cidade Egípcia que já era antiga mesmo para a era em que se passa o jogo. Trata-se do ano 49 Antes de Cristo, mas a cidade já existia há mais de três mil anos nessa altura, o que diz bem da sua idade. É uma cidade labiríntica, com um tipo de crescimento caótico que é natural de uma cidade que se foi expandido para os lados e para cima com o passar dos anos. O destaque vai naturalmente para o enorme templo dedicado a Ptá, deus dos artesãos e arquitetos.

Além da estória, explorámos melhor o sistema de combate, que nos pareceu fluido e acessível. O jogador pode alternar entre as armas com alguma facilidade, independentemente de estar a pé ou a cavalo, e é preciso notar que ficámos impressionados com o combate montado. Além do arco e da espada, usámos uma moca enorme, que serviu para aplicar alguns golpes bem duros nos oponentes. Ao contrário de Assassin's Creed: Syndicate, onde os inimigos pareciam feitos de papel, Origins parece bem mais sólido e duro, com mortes que garantem satisfação ao jogador. Não explorámos muito o elaborado sistema RPG, mas fica o desejo de que seja capaz de complementar o que parece ser um combate superior ao anterior.

A missão principal que jogámos apresentou-nos à esposa de Bayek, Aya, que por sua vez nos apresentou a Cleópatra. Originalmente da Alexandria, Aya mudou-se em criança para Siva, onde Bayek cresceu. Ela tem habilidades semelhantes às do protagonista, embora não seja uma Medjay (guardiã no Egipto antigo). O incidente do início do jogo, que a Ubisoft ainda não revelou, além de arrancar a estória, também separou o casal. É óbvio que têm sentimentos um pelo outro, mas também existe alguma tensão, uma aposta em ideais diferentes que pode criar momentos de disputa na estória. Voltando à missão, Aya e Bayek tiveram de se preocupar com uma entidade adorada, o Touro Apis, que aparentemente foi envenenado. Pelo meio descobrimos uma conspiração, que não vamos detalhar, mas gostámos imenso da missão. Teve ação, investigação, e um excelente ambiente cinemático.

Depois da missão, aproveitámos para explorar o vasto deserto em torno de Mênfis, onde não só nos familiarizamos com as mecânicas a cavalo, mas também com a vida selvagem que por lá habita. Encontrámos o ninho de um abutre, que nos podia ter dado um material raro, mas o animal não estava presente nesta altura. Depois tentámos trepar uma pirâmide, algo que não é tão fácil quanto trepar os edifícios dos jogos anteriores. É quase como um puzzle, enquanto tentamos descobrir as peças danificadas que podem ser usadas como suporte. Já no topo, decidimos deslizar até uma secção inferior, com acesso a um túmulo. Aqui entraram realmente em vigor os puzzles, numa sequência que nos lembrou dos túmulos de Rise of the Tomb Raider. Estes momentos ofereceram uma excelente variedade de tarefas, enriquecidas em qualidade. Era exatamente isto que queríamos ver de um novo Assassin's Creed.

Antes de terminarmos houve tempo para uma missão secundária. Pareceu algo mais elaborado do que é habitual no conteúdo secundário de Assassin's Creed, já que a missão envolveu uma perseguição, combate, investigação, e espionagem. Em termos de contexto, estava relacionada com órfãos, e permitiu ter uma ideia precisa das dificuldades que as pessoas da era enfrentavam.

Como já podem ter percebido, ficámos impressionados com a hora que passámos com Assasssin's Creed Origins. Tudo parece ter uma camada extra de profundidade, de cuidado, e de atenção, que faltavam aos jogos anteriores. Não menos importante, o mundo parece ser bastante convidativo à exploração, e estamos curiosos com a estória e a possível origem da irmandade. Ainda é cedo para fazer um juízo, mas estamos muito entusiasmados para Origins.

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