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análises
The Escapists 2

The Escapists 2

Uma sequela melhorada pela correção às críticas do jogo anterior.

  • Texto: Sam Bishop

Liberdade nos videojogos é uma área delicada. Se, no papel, a perspetiva de ter mais possibilidades, consequências, e decisões, parece atrativa, na prática isso pode tornar-se excessivo para alguns jogadores. Quando muita liberdade é entregue a quem agarra no comando, pode causar momentos de frustração quando não existe um percurso claro a seguir, ou objetivos evidentes. Essa foi uma das críticas apontadas ao primeiro The Escapists, já que nem todos apreciaram a natureza solta do jogo. Para a sequela o estúdio procurou resolver essa e outras questões, e o resultado é uma experiência em quase tudo superior à original.

Como o nome tão bem indica, The Escapists é um jogo sobre escapar. Vão assumir o papel de um prisioneiro de uma prisão, e o objetivo é descobrirem formas de fugir enquanto interagem com o mundo através de uma perspetiva aérea. Como podem fugir? Bem, essa é a base da experiência, enquanto tentam várias abordagens que podem facilitar ou dificultar esse objetivo. Uma das mudanças para a sequela prende-se com a acessibilidade, e embora o jogo não seja necessariamente mais fácil, é mais acessível e lógico. Por exemplo, no original eram avisados pelo jogo sempre que tentavam fazer algo ou ir a algum local que o jogo não queria. Na sequela existem motivos lógicos para que isso aconteça, não é algo simplesmente forçado.

O sistema de criação de itens foi alvo de várias mudanças, incluindo uma redução na necessidade de experimentação. No primeiro jogo era necessário experimentar várias combinações para perceber o que poderia, ou não, ser útil. Na sequela existe um menu que permite verificar de imediato o que cada item pode fazer, e como podem ser usados em contexto com o mundo de jogo. Embora esse menu pudesse ser um pouco mais acessível, facilita imenso o processo de criação de itens, poupando tempo e frustração ao jogador.

O processo é também mais suave devido a uma simplificação do sistema de menus e da interface. Por exemplo, agora quando têm um favor, o seu objetivo é destacado no mini-mapa, e quando aceitam um favor podem completá-lo sem ser necessário navegar menus. A experiência é por isso mais suave, rápida, e agradável. Quando dizemos que o jogo se tornou mais acessível, não estamos a dizer que é mais fácil. Sim, usar os menus, aceder às indicações, e interagir com o mundo, é de facto mais fácil, mas a experiência de fugir da prisão não o é - o que significa que The Escapists 2 é mais difícil onde deve sê-lo, e não onde não o deve.

É difícil falar de The Escapists e as suas mecânicas sem divulgarmos formas de fugir da prisão, mas podemos dar ligeiros exemplos. Podem utilizar acessórios para cavar túneis, e aceder aos sistemas de ventilação, exemplos clássicos que já devem ter visto em filmes e séries, mas existem outras possibilidades. Criar moldes de chaves, redes falsas, e ganchos com cordas, são apenas algumas dessas hipóteses, e o jogo encoraja o Tajogador a experimentá-las - embora nunca o obrigue a perder tempo com algo que não queira fazer.

Durante a vossa aventura para escapar da prisão, devem ter em atenção que têm várias restrições e obrigações para cumprir. Têm algum tempo livre, onde podem 'magicar' os planos da vossa fuga, mas também de cumprir a vossa profissão de prisão, participar nas refeições, nos banhos, no exercício, e na recolha para as celas. Se falharem algumas destas tarefas, o vosso nível de suspeita vai aumentar, o que eventualmente pode causar o fecho total da prisão e uma tareia por parte dos guardas - algo que é automático se falharem a recolha para as celas. Também têm de ter cuidado para não criar rivalidades com outros prisioneiros ou com os guardas, pois isso pode dificultar imenso a vossa vida. Para escaparem da prisão vão precisar de criar uma rotina à base de equilíbrio entre tarefas, comportamentos, e atividades proibidas, e essa gestão é o segredo para o sucesso.

Existem várias prisões de onde podem tentar escapar, cada uma com as suas próprias rotinas e particularidades. Uma das maiores novidades nesse aspeto é a introdução de transporte de prisioneiros, e nesses níveis a abordagem é ligeiramente diferente. Como recebem instruções para permanecerem sempre na cela, terão de ter um comportamento ainda mais furtivo que o habitual.

Visualmente também existe uma melhoria evidente, embora mantenha o aspeto pixelizado e minimalista do antecessor. A técnica é a mesma, mas a introdução de maior detalhe e cor, ajudaram a dar ainda mais personalidade e vida ao jogo.

Como o primeiro, The Escapists 2 é uma experiência peculiar que não será para todos os gostos. A natureza solta do jogo, a sua insistência em não guiar o jogador pela mão, e o visual retro, são apenas alguns dos elementos que podem afastar jogadores, mas se gostaram do primeiro, vão encontrar uma sequela em tudo superior. Se é o caso, ou se o conceito vos parece interessante, The Escapists 2 merece uma consideração.

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08 Gamereactor Portugal
8 / 10
+
Vários melhoramentos baseados em críticas ao jogo anterior. Ferramentas acessíveis. Experiência mais simplificada, mas sem perder o desafio. Jogo mais robusto.
-
Nem todos podem apreciar o maior grau de liberdade. O menu de criação podia ser um pouco mais amigável.
overall score
Esta é a média do GR para este jogo. Qual é a tua nota? A média é obtida através de todas as pontuações diferentes (repetidas não contam) da rede Gamereactor